Dogue brasileiro

Dogue brasileiro

Cães Raças não reconhecidas pela FCI  Brasil

Sobre a Raça

Dogue brasileiro é uma raça de cães do tipo dogue criada no Brasil para a função de cão de guarda urbano familiar. Surgiu no fim da década de 1970 a partir do cruzamento entre bull terrier e boxer. Inicialmente nomeada como bull boxer (bull terrier + boxer), o seu criador, Pedro Ribeiro Dantas, deu novo nome à raça para explicitar que se trata de um descendente de molosso(subtipo dogue) e a sua nacionalidade é brasileira.

Foto da raça
Dogue brasileiro

"Dogue" em português e francês é uma termo que tem seu equivalente grafado em inglês e alemão como "dogge", uma palavra que pode derivar do próprio inglês antigo "docga" que significa "cão poderoso, musculoso"; ou do Proto-germânico "dukk" que significa "poder; força". A denominação "dogue" foi e é comumente utilizada para um tipo de cão de constituição física molossóide, porém atlética, com destreza para apresar grandes animais.

Pedro Ribeiro Dantas, em 1978, era criador de bull terriers em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul. Após insistência de um vizinho, que tinha uma cadela boxer, aceitou cruzar um de seus bull terriers com a boxer.

Nascida a ninhada, Pedro gostou de uma filhote e resolveu criá-la, batizando-a com o nome de Tigresa por conta da sua marcação de pelos rajada. A medida que Tigresa crescia, demonstrava excepcionais qualidades. Era muito obediente, muito carinhosa, aprendia fácil e tinha excelente compleição física e vigor. Ao contrário dos bull terriers, que com o passar dos anos sua seleção privilegiou o desenvolvimento de hipertipias (características físicas exageradas) em detrimento da funcionalidade (parecido com o que aconteceu com o buldogue inglês), Tigresa era uma cadela muito funcional, ágil, forte e excelente na guarda. Seu vigor físico era superior aos dos bull terriers e boxers, não se cansava fácil, cheia de disposição e sem problemas de saúde ou estruturais músculo-esqueléticos. Também se notou que Tigresa era uma cadela muito mais tolerante em relação aos bull terriers. Quando estes a provocavam, ela costumava esquivar-se das agressões e se impor a eles sem usar da agressividade, usando apenas o seu potencial físico superior e seu equilíbrio.[carece de fontes?]

Características e Detalhes

História

Foto da raça

Origem

Pedro Ribeiro Dantas, em 1978, era criador de bull terriers em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul. Após insistência de um vizinho, que tinha uma cadela boxer, aceitou cruzar um de seus bull terriers com a boxer.

Nascida a ninhada, Pedro gostou de uma filhote e resolveu criá-la, batizando-a com o nome de Tigresa por conta da sua marcação de pelos rajada. A medida que Tigresa crescia, demonstrava excepcionais qualidades. Era muito obediente, muito carinhosa, aprendia fácil e tinha excelente compleição física e vigor. Ao contrário dos bull terriers, que com o passar dos anos sua seleção privilegiou o desenvolvimento de hipertipias (características físicas exageradas) em detrimento da funcionalidade (parecido com o que aconteceu com o buldogue inglês), Tigresa era uma cadela muito funcional, ágil, forte e excelente na guarda. Seu vigor físico era superior aos dos bull terriers e boxers, não se cansava fácil, cheia de disposição e sem problemas de saúde ou estruturais músculo-esqueléticos. Também se notou que Tigresa era uma cadela muito mais tolerante em relação aos bull terriers. Quando estes a provocavam, ela costumava esquivar-se das agressões e se impor a eles sem usar da agressividade, usando apenas o seu potencial físico superior e seu equilíbrio.[carece de fontes?]

Percebendo que a cruza resultou num cão funcional, equilibrado, excelente na guarda e com excelente vigor físico, Pedro procurou informações junto a outras pessoas que pegaram filhotes da ninhada para criar. Seus donos relataram que os cães eram excelentes na guarda, extremamente dóceis com a família assim como tinham também excelente vigor físico.

Procurou-se então fazer mais uma cruza de bull terrier e boxer (entre cães diferentes da primeira cruza) para ver se as características da ninhada se mantinham.

Ao comprovar que as características se mantinham, cruzaram-se os cães de diferentes linhas de sangue para ter a certeza se nasciam cães com as mesmas características ou com as hipertipias dos seus ancestrais.

Foi comprovado mais uma vez que as características se mantinham, então foi decidido iniciar o desenvolvimento de uma nova raça canina.

Comportamento

Temperamento

O temperamento do dogue brasileiro é de um cão equilibrado e vivo. É um cão que não costuma ser desconfiado ao extremo como na maior parte das raças de guarda, só vindo a agir quando realmente necessário. É um cão corajoso, tenaz e com grande resistência a dor. É um cão cheio de alegria e energias para gastar, portanto necessita de um certo espaço físico para sua saúde física e mental.

Aspecto Geral

Segundo o padrão pela CBKC, sobre o aspecto geral: "cão de aspecto sólido, maciço e não esgalgado, sem parecer, no entanto, atarracado ou desproporcionalmente pesado. Deve dar impressão de agilidade e força, com músculos muito fortes, longos e marcados, dando a impressão de grande potência e impulsão. Ossos fortes."

Deve pesar entre 29 e 43 kg para os machos (preferencialmente 39 kg) e de 23 a 39 kg (preferencialmente 33 kg) para as fêmeas. Sua altura na cernelha está compreendida entre 54 a 60 cm (preferencialmente 58 cm) para os machos e de 50 a 58 cm (preferencialmente 56 cm) para as fêmeas.

A trufa (área do nariz) deve ser preta e bem pigmentada. Quanto à pelagem, são aceitas todas as cores.

Saúde

Não foram relatadas doenças específicas da raça ou doenças genéticas em larga escala. É relativamente longeva, sendo que houve vários indivíduos que ultrapassaram os 13 anos de idade. São indicadas as medidas profiláticas como contra parasitas externos e internos e doenças infecto-contagiosas como parvovirose e cinomose.

O Bull Boxer Club pretende, futuramente, fazer um banco de dados relativos aos óbitos de dogue brasileiro objetivando coleta de dados da causa morte por doenças, a fim de ter um controle mais apurado dos problemas de saúde que acometem a raça levando à morte e dar diretrizes aos criadores para se reduzir a incidência delas.